terça-feira, 20 de abril de 2010

Ter uma carteira de motorista nem sempre te habilita a dirigir (Denise Roque - Psicopedagoga)




Ter uma carteira de motorista nem sempre te habilita a dirigir.
Enfrentar o trânsito hoje em dia tem sido grande fator de medo em certas pessoas. O pouco treinamento é um dos fatores que acabam gerando insegurança. Os motoristas apressados e imprudentes apavoram aqueles que ainda tentam o seu lugar neste mundo da máquina. Eles acabam por se sentirem dominados pela máquina onde é o homem que tem o domínio e para isto é importante que você conheça todo o funcionamento do carro.

Sente-se confortavelmente e parado acenda os faróis, veja onde é o alto, o baixo, o farolete, passe as marchas, pise no freio, na embreagem, gire o volante, olhe em todos os retrovisores, sinta-se leve, respire fundo e imagine-se dirigindo calmamente. Ainda em sua imaginação quando passar o apressadinho, deixo-o ir e nada responda quando ouvir algum comentário. Só interessa a sua coragem, a sua determinação, a sua liberdade de ir e vir!

Não abandone o seu carro, o seu sonho! Sabemos que o pior de tudo é ser criticado e talvez este seja um dos motivos mais difíceis para quem já tem a sua habilitação que se sente na obrigação de já saber tudo como se fosse um "plugar na tomada". O fato de ter a sua carteira te dá o direito de começar a aprender sem o estresse do exame, da cobrança de dirgir como um robô. E isto leva tempo, não é da noite para o dia. É necessário treino prático e psicológico para algumas pessoas com mais intensidade. O importante é saber que é possível superar, para todas as pessoas, mas pra isto é necessário enfrentar!

Gosto muito do texto de M.J.Ryan onde ela diz: "Se você tem um crítico interior, por que não pode ter um incentivador interior? Podemos apoiar e encorajar a nós mesmos, quando realizarmos qualquer tarefa. simplesmente pare e elogie a si mesmo, em sua mente, mencionando o seu nome em voz alta quando estiver sozinho e observe o efeito."

Autora: Denise Roque - Psicopedagoga
Fonte: Blog Como Dirigir Sem Medo: http://comodirigirsemmedo.blogspot.com/2010/04/ter-uma-carteira-de-motorista-nem.html

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Tenho medo de dirigir: Considerações sobre a Amaxofobia




Tenho medo de dirigir: considerações sobre a Amaxofobia
22/09/2009
Andréia Lígia Vieira Correia


O medo de conduzir automóveis é bem mais comum do que se imagina. Neste transtorno, a pessoa experimenta sensação de medo, suores, vertigens, respiração entrecortada, mal-estar no estômago. Pesquisas indicam que cerca de 33% dos motoristas são afetados por esta condição, no entanto são pouco identificados, pois podem escolher não dirigir.

COMO E QUANDO OCORRE?
Este é um processo pelo qual a pessoa percebe o trafego como ameaçador e sente os demais motoristas como perigosos e se sente incapaz de dirigir. Como ocorre na maioria dos transtornos, ocorre uma sensação de alívio ao se evitar o ato, de modo que este alívio age de forma a manter da evitação que se mantém por reforço negativo.

É UMA FOBIA GENERALIZADA?
Não, pois o medo fica restrito ao ato de dirigir, da mesma forma como haver o medo de voar apenas sem prejuízo de outras ações.

QUEM TEM A AMAXOFOBIA?
Um estudo epidemiológico em outro país revelou que 36% dos homens e 64% das mulheres sofrem com esta patologia, que se manifesta com estresse e ansiedade. Em alguns casos, as pessoas podem até dirigir em vias urbanas, mas são incapazes de dirigir em pistas mais movimentadas. Os sintomas podem ocorrer também em pessoas que não dirigem há muito tempo e necessitam dirigir eventual ou frequentemente. A idade média gira em torno de 30 a 40 anos.

SE EU TIVER MEDO DE DIRIGIR, TENHO A AMAXOFOBIA?
Na verdade, é natural haver certo temor em dirigir, visto que se trata, de fato, de uma atividade perigosa, mas no caso deste transtorno, o medo é exagerado, com sintomas graves de ansiedade e impossibilidade/temor de dirigir. Nas mulheres parece haver uma maior consciência desta limitação, ao passo que nos homens, até por razões sociais - socialmente considera-se dirigir um ato de virilidade - o transtorno pode não ser reconhecido ou relatado.

QUAIS AS CAUSAS DO TRANSTORNO?
Muitas vezes o transtorno está relacionado a certos eventos traumáticos, como acidentes de transito, ou ainda se determinada ansiedade como ataques de pânico, por exemplo, ao se dirigir ocorre um ataque de pânico com medo, tremores, suores e a pessoas a partir de então fica com medo de dirigir novamente. Parece que em algumas mulheres, pela exigência de seus instrutores, geram insegurança no dirigir que leva a uma posterior amoxofobia. Outros fatores incluem dirigir com fatores climáticos adversos, dirigir à noite, a responsabilidade de levar ocupantes etc. podem predispor a amaxofobia.

O QUE FAZER?
Este transtorno prejudica a vida da pessoa e causa limitações. Normalmente as pessoas voltam à auto-escola para corrigir o problema ou ainda procuram ajuda de familiares ou profissionais. Na verdade, o que está claro é que se pode corrigir, porém muitas vezes a técnica utilizada para tal envolve uma abordagem múltipla, que envolve modificar a idéia sobre a ameaça externa e sobre a sua própria auto-imagem.

QUAL O OBJETIVO DO TRATAMENTO?
O objetivo final é que a indivíduo seja capaz de desenvolver uma exposição de modo racional e controlado. O tratamento começa com sessões de psicoterapia, depois se utiliza um veículo para circular por zonas tranqüilas. Por fim, com a ajuda de um profissional inicialmente e depois sozinho, mas seguido pelo profissional, dirige-se por zonas mais trafegadas. Outras recomendações incluem evitar o consumo de álcool e de medicações ao dirigir.



Fonte: http://www.cienciasmedicas.com.br/sistema/artigo.php?idArtigo=1160

Amaxofobia (O Medo de Conduzir)




A Amaxofobia é determinada por um medo irracional de conduzir, diferente da apreensão inerente à grande circulação diária de veículos, circulação noturna ou mau estado do tempo, circunstâncias capazes de dificultar a condução.

Podemos dizer que amaxofobia evidencia-se quando o trânsito passa a ser percebido como uma ameaça irracional e conduzir gera níveis de ansiedade e stress anormais interferindo no nosso dia a dia.

A ansiedade surge da experiência com eventos adversos que intensificam processos internos, além de suprimir alguns comportamentos operantes.

A sensação de falta de controlo que esta experiência desconfortante produz, seguida por uma série de pensamentos catastróficos a respeito da experiência, causa um choque emocional e um forte receio diante da possibilidade de que a crise se repita e produza realmente um acidente rodoviário.

De modo geral, os amaxofóbicos costumam reagir de duas maneiras:

1. restringem as estradas pelas quais circulam;

2. deixam de conduzir;

Este comportamento dá-se de forma gradual ou radical, pois o individuo acredita que deixar de conduzir é a solução para o seu problema.

Alguns especialistas afirmam que o comportamento de recusa torna os indivíduos negativos e inflexíveis. Desta forma, comportamentos observados em consultório como atitudes rígidas, perfeccionismo, crenças e expectativas catastróficas na maneira de perceber seu desempenho no trânsito e, sobretudo uma seleção errada dos estímulos relevantes para tomar decisões adaptadas à exigência da situação também são fatores que devem ser explicados.

Abordar o tratamento para a amoxofobia é da responsabilidade de um terapeuta comportamental e cabe a este demonstrar a ação dos eventos adversos na vida do cidadão amaxofóbico, bem como auxiliá-lo a discriminar como esses eventos adquiriram as funções adversas.

Para os terapeutas, divide-se o processo de extinção em pequenos passos e cria-se uma escala crescente de intensidade registrando quais os estímulos relacionados, que ao conduzir causam maior ou menor medo.

Ao dar início ao processo, é explicado como conduzir, descrevem-se os erros e as consequências e detalhadamente a forma correta de o fazer.

A pessoa é orientada ainda sobre alguns componentes necessários ao tratamento:

a) componentes da ansiedade;

b) funções dos eventos adversos;

c) discriminar as sensações do corpo;

d) respostas ao medo;

e) habilidades no controlo de emoções.

O passo seguinte é solicitar à pessoa que enuncie por escrito cada umas das etapas anteriores.

A partir daqui, pratica-se algumas técnicas de relaxamento diário pelo menos duas vezes ao dia.

Além da intervenção terapêutica convencional, é de extrema importância o apoio familiar, de forma activa e constante, incentivar aos exercícios práticos e nas tarefas corretas da condução automóvel.


Fonte: http://segurancarodoviaria.blogspot.com/2010/02/amaxofobia-o-medo-de-conduzir.html?zx=97e5adf0fa6d69a8

domingo, 18 de abril de 2010

Vença o Medo de Dirigir




Livro reúne casos e dicas práticas sobre a dificuldade em assumir o volante.

Publicado em 12/12/2008

O movimento é simples, envolve basicamente uma rotação de punho e alguma pressão nos dedos. Mas os pés suam, as mãos pingam e a barriga gela. Os pensamentos entram em ebulição, você perde o controle de si e só tem vontade sair correndo do carro.

O medo de dirigir surge, muitas vezes, sem explicação concreta. Há muita gente, mulheres na maioria, que nunca encostou num volante e, mesmo assim, sente calafrios só de pensar em assumir o banco do motorista. "Em geral, são pessoas que querem garantias de que tudo vai dar certo antes mesmo de fazer alguma coisa", afirma a psicóloga Neuza Corassa, autora do livro Vença o medo de dirigir (Editora Gente; 176 páginas). "Por ser uma pessoa que pensa bastante e faz tudo no nível do pensamento, ela coloca obstáculos que, na prática, não seriam tão grandes como se apresentam no imaginário".

O resultado? Dirigir deixa de ser algo possível, entrando para o terreno de atividades impossíveis. Na maioria dos casos, segundo a psicóloga, as vítimas desse tipo de problema só buscam depois de tentarem resolver o sufoco sozinha. Entre as medidas mais comuns, está a compra de um carro (como se ele pudesse forçar a prática ao volante, pedir socorro aos colegas. O comportamento, inclusive, deu origem à chamada Síndrome do carro na garagem, que aflige pessoas com habilitação, mas sem coragem sequer de ligar o veículo sem a companhia do instrutor.

Uma das pioneiras nos estudos sobre o medo de dirigir, Neuza Corassa apresenta uma série de dicas e técnicas que, testadas em consultório, já ajudaram muita gente a vencer as críticas e o sofrimento por não conseguir virar a chave e sair por aí. "Depois de perderem o medo, os pacientes deslancharam também em outras áreas, como a profissional e a dos relacionamentos afetivos", afirma a especialista.

Se você pertence ao grupo que sonha em ganhar independência, indo para qualquer lugar sem depender de ninguém ou de condução, saiba que se livrar dos pensamentos sabotadores sé o primeiro passo. A seguir, conheça alguns dos principais mitos que precisam ser derrubados se você deseja, realmente, assumir a direção.

1. Não tenho intimidade com o carro: a idéia de que o carro é um desconhecido serve como desculpa para muita gente evitar o volante. Mas se você não se aproximar dele, é impossível vencer o problema. É você quem comanda, ele serve de transporte , escreve a autora de Vença o medo de dirigir.

2. Tenho dificuldade de dividir espaço: estar no trânsito implica diálogo e respeito com outros motoristas e com os pedestres. Mas a prática também exige uma boa dose de iniciativa (para fazer ultrapassagens ou mudar de faixa, por exemplo). Se você não der seta, nenhum carro vai saber que você precisa virar à direita ou à esquerda. As normas também são as mesmas para todos: carros simples e sofisticados devem seguir os semáforos e obedecer às placas. Não há privilégios e, quando você entende isso, fica mais fácil ocupar o eu espaço sem invadir o do outro.

3. Dirigir é difícil: decorar comandos, conciliar os pés, olhar nos espelhos, ajustar os bancos... quando pensa em tudo que precisa fazer enquanto fica ao volante, você treme e não entende como tem gente que ainda consegue ouvir música e conversar ao mesmo tempo em que conduz. Seu desespero, no entanto, mascara a simplicidade dessa atividade. "Dirigir é simples porque é uma atividade composto de movimentos repetitivos: trocar as marchas, andar na faixa, recomeçar a cada parada no semáforo", afirma a psicóloga. Com a prática, todo esse circuito é automatizado e você nem pensa mais antes de agir.

4. Passei da idade e meus reflexos são mais lentos: para esta desculpa, a psicóloga é taxativa. "Não é porque você está numa faixa etária maior que terá dificuldade para dirigir. No que tange à capacidade de aprendizagem, a única diferença é a ousadia que o pessoal mais jovem apresenta".

5. Não sei nem andar de bicicleta, quem dirá dirigir: pense friamente: o que uma coisa tem a ver com a outra? Você deixa de usar o celular por que não joga videogame ou esquiva-se de andar porque não anda de patins? A desculpa é uma das mais estapafúrdias e não tem relação direta com o medo de dirigir. Há ótimos motoristas que nunca pedalaram e há quem pedale muito bem sem saber dirigir.

6. Tenho medo de que batam no meu carro: pensar o que passa pela cabeça das centenas de motoristas que cruzam seu caminho é tarefa impossível. Mas, numa olhadela rápida, você vai notar que todos são pessoas em trajeto de trabalho, levando crianças para a escola ou fazendo outras atividades do dia-a-dia, como você. Acidentes acontecem, mas não há como prevê-los ou achar que ficar em casa é a solução para se proteger deles.

7. Os congestionamentos me sufocam: perder a calma quando uma fila infinita de carros forma-se à sua frente está longe de ser uma reação estranha. Mesmo os motoristas mais experientes tema paciência esgotada. Dizer que isso é bom é mentira. Mas, como diz a psicóloga, você encara elevadores cheios e lojas superlotadas caso precise, certo? Então dê uma chance a si mesmo e veja como você lida com mais este teste.

Liquide a sabotagem

Além de mudar seu jeito de pensar, tome atitudes que vão acelerar sua intimidade com o volante.


Em vez de...

Esperar aprender feito mágica, treine a direção. Como numa aula de dança e de pintura, quanto mais prática, melhor o resultado.

Sonhar em aprender do dia para a noite, valorize cada conquista. Observe sua evolução nas ruas e, até mesmo, na garagem de casa.

Querer dirigir igual aos profissionais, contente-se em circular pela cidade no seu ritmo. Aos poucos tudo vai ficando mais fácil e você descobre que não necessidade de competição.

Aguardar que alguém ofereça o carro para você treinar, peça. Assuma responsabilidade por ele e não se cobre tanto. Deixar o carro morrer ou ter dificuldade nas ladeiras é mais do que normal. Desligue, comece de novo e, se for o caso, peça ajuda.

Achar que o carro transforma você em outra pessoa, seja você mesmo. Ignore as pressões externas e vá vencendo suas dificuldades no seu ritmo, mas sem abandonar seu objetivo.

Fonte: http://www.minhavida.com.br/conteudo/4044-Venca-o-medo-de-dirigir.htm

Depoimentos




"Eu ainda me vejo cobrando quando não consigo fazer uma curva milimetricamente perfeita. Ainda sinto um pouco de aflição quando estaciono o carro meio torto. Ainda há vontade de repetir um caminho inúmeras vezes até que eu perceba que fiz com perfeição. Além destas, há outras pequenas cobranças que antes me causavam sofrimento e que agora consigo encarar com humor. Não há motivos para me condenar por esses pequenos erros.

Estou valorizando todos os acertos, quaisquer que sejam os seus tamanhos. Hoje sei que posso ser um bom motorista sem precisar andar por aí munido de régua, esquadro e compasso. E o melhor de tudo, hoje não preciso inventar desculpas para fugir do medo de dirigir, eu o enfrento.

Não foi uma conquista fácil. O medo criava na minha mente uma série de fantasmas, com os quais eu não conseguia lidar. E o carro sempre estava lá disponível. Vontade de pegá-lo eu tinha, mas coragem não.

Agora sei que sou capaz de dirigir, como qualquer outra pessoa. Agora sei que não vou cair, mas se eu cair vou levantar. Aquele medo, aquele monstro enorme cheio de garras e de dentes não existe mais, ele se tornou menor, pequeno, fraco. Aprendi a encará-lo, enfrentá-lo e estou apreendendo a dar-lhe razão somente quando ele tiver razão.

Foram degraus de uma escada que precisei subir um a um. Cai e me desanimei várias vezes, é verdade. Teve momentos que pensei: “Não vou conseguir! Vou desistir!” E vejam só! Consegui! Que sensação boa! Não demorou tanto quanto eu pensava que demoraria.

Obrigado a todos que me ajudaram descobrir mais coisas sobre mim!"

J. C.

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"Medo de dirigir, medo de parar o carro na ladeira, ele recuar e bater no carro que está atrás, medo do carro morrer, achar que não será capaz de manobrar e estacionar o carro corretamente; medo de trocar de pista; medo de bater o próprio carro e causar um grave acidente; medo do comportamento imprevisto de outros motoristas (os imprudentes e os apressadinhos); medo de não saber agir se algo der errado; medo do que vão dizer as outras pessoas: “Barbeira”...

Sim, todos esses medos eu tinha, mas agora graças a Deus está resolvido, temos que enfrentar. Você enfrentado esse medo, aos poucos ele desaparece, temos que ter pensamentos positivos e coragem, pois é difícil, mas depois de tudo conquistado, você vai dizer: “Enfrentei e conquistei o que eu mais queria e precisava em minha vida”."

“Nunca esqueça”
Meta a gente busca
Caminho a gente encontra
Desafio a gente enfrenta
Vida a gente inventa
Saudade a gente mata
Sonho a gente realiza

F. L.

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"Enfim,
Consegui passar por mais uma etapa em minha vida;
Superar o medo de dirigir!


Não foi uma tarefa fácil.
Cheguei a pensar que não conseguiria, pois o medo faz a gente pensar: “Você não é capaz”.

Fiz propósitos e orações, fiz novenas...Levei alguns anos até que descobri que o melhor era aprender com um profissional especializado. Fio o começo da solução...

Hoje, voltei a dirigir, respeitando meu limite...Entretanto, no trânsito de maneira cautelosa...Percebendo que dirigir é mais do que guiar carro é vencer limites.

Notei que aquela imagem que eu tinha de correria desesperada dos motoristas querendo passar por cima do outro, já não existe mais.

Quando lembro que meu coração batia tão forte que parecia que iria arrebentar, sentia falta de ar, tremedeira nas pernas, suor excessivo e sentia que não conseguiria sair do lugar, eu sentia tanto medo!

Hoje me sinto como uma motorista comum, dentro dos meus limites naturais e sem paranóia de ter medo do ridículo e do parecer boba. No trânsito, aprendi que somos todos iguais nas nossas diferenças.

Aqui na auto-escola descobri que vencer o medo de dirigir não depende somente de força de vontade e sim de mudança de comportamento e é preciso se convencer de que isso acontece passo a passo e que não devemos permitir que a pressa atrapalhe. Aprendi que devemos ter calma paciência e a decidir pela mudança, por uma vida melhor.

O que um dia parecia impossível, agora se tornou inevitável. Estou dirigindo!"

S. P. F.


Fonte: http://delas.ig.com.br/materias/209501-210000/209570/209570_1.html